Wednesday, January 30, 2013

Fada dos dentes vs. Pai Natal

Amã, eu não acredito na fada dos dentes... eu acho que quem traz a prenda é o Pai Natal!

Thursday, January 24, 2013

as cores da TV a preto-e-branco

Ha uns tempos atras convenci o M a ver um classico natalicio a preto-e-branco. Estavamos no carro a falar sobre isso e ele perguntou-me se o filme so tinha duas cores. Expliquei-lhe que nao, que tinha tres, sera que ele sabia qual era a terceira? Ele pensou... e responde: ENCARNADO!!! Desato-me a rir, e digo-lhe que nao. Ele pensa mais um pouco e conclui que e' o cinzento.

A ingenuidade das criancas, qualquer crianca, e algo que realmente me da prazer.

Conversas para as quais uma mãe não está preparada: pai natal, morte e nascimento

O M é um miúdo esperto e altamente racional e lógico. Quando há algum problema que o interesse ele não larga o assunto até perceber e chegar ao fim da questão. Uma caracteristica optima e que, estou certa, lhe vai trazer muitos frutos na vida, mas que as vezes complica o meu papel de mae. Exemplos:

Antes do Natal o tema que o preocupava era a existencia (ou nao) do Pai Natal. Um dia fui busca-lo a escola e ele entrou no carro manifestamente de mau humor. Perguntei-lhe como tinha sido o dia dele (uma tradicao) e ele respondeu que mau. Mau porque? Porque nao tinha ido para o recreio. E isso por? Por causa daquele homem. Homem, mas que homem? O que eu quero saber e se o Pai Natal existe!!! exclama ele do banco de tras. Eu, completamente impreparada para esta questao, tentei  dar-lhe a volta: o que é que tu achas? em que é que tu acreditas? porque é que me estas a perguntar isso? O mais importante é se tu acreditas ou nao. Mas ele estava inamovivel. Os meninos da escola dizem que o Pai Natal sao os pais, e eu quero saber a VERDADE! O Pai Natal es tu ou nao?? Quanto mais eu tentava nao responder, mais ele insistia, EU QUERO SABER A VERDADE!! Es tu ou nao es tu??!!?? E naqueles 5 minutos decidi que nao lhe posso dizer que nao se mente, e mentir-lhe quando me pergunta frontalmente uma questao. E disse-lhe, sim, sou eu. E ele? Ele desata a chorar no banco traseiro. Fiquei surpreendida e, sem saber o que fazer, comecei a recuar na minha verdade, que sim, sou eu, mas claro o pai natal tambem. E ele, la atras, a tentar arranjar uma forma qualquer de poder acreditar nisto nesta logica que nao tem logica. Ah, ja percebi, tu tens o numero do pai natal escondido no teu telefone! Nao, nao, nao é bem isso... Ah, ja sei, tu é que dás o dinheiro ao Pai Natal! Ah, mais ou menos... No fim, o que o convenceu foi o argumento de que se o Pai Natal existe ou nao nao e o mais importante, o importante é que quem acredita nele recebe mais uma prenda. E o topico foi banido (por ele) das nossas conversas porque, afinal de contas, acreditar naquilo que nao tem logica ja e suficientemente complicado sem ter que se levantar ainda mais ondas.

Mas o mes passado a questao que preocupava o M ja nao era o Pai Natal, era a morte. Leu o livro do M. Sousa Tavares, "O planeta branco", em que, se bem percebi, ha um planeta habitado por mortos e chegou-me a casa preocupado. O tema da morte ja tinha sido um tema que o preocupou em 2010 aquando da morte do Mike, mas desta vez a preocupacao nao era tanto com como é que se morre, ou porque é que se morre, mas sim com, o que é que acontece depois da morte? Sendo completamente ateia nao tinha nenhuma esperança para lhe dar. Expliquei-lhe que diferentes religioes tinha diferentes 'belief systems,' que havia quem acreditasse no ceu, na reincarnacao, na ressureccao, mas que ninguem sabia. Ele ficou muito preocupado, e eu preocupada com ele. Chorava quando o ia buscar a escola, a noite, comecou a dormir mal, e continuou com as perguntas. Como é que nenhum outro dos meninos da sala dele tinha feito esta descoberta sobre a finalidade e incerteza da morte? Como é que os adultos faziam para nao se preocupar? Como é que ele podia fazer para nao estar preocupado? Porque é que nao lhe menti e nao lhe disse que a reincarnacao era um facto? Afinal ja nao queria fazer 7 anos porque assim tinha menos tempo para viver. O que ele queria, dizia-me ele, era ser pessoa e viver (para sempre se possivel, e ja agora eu, amã, podia viver para sempre também). Eu tentei de tudo para o acalmar, e disse-lhe que nunca deixaria que lhe acontecesse nada. Mas ele, ser logico, pragmatico e racional, disse-me que isso era bom, mas que na verdade, eu ja nao sou assim tao nova... Depois quis falar com um medico sobre o assunto. Quis falar com o V., e eu liguei-lhe. Perguntou-lhe sobre a morte e sobre a nossa separacao. Ficou mais calmo e aos poucos e poucos o tema deixou de estar tao presente na mente dele (embora seja recorrente ca em casa).

Ainda em Janeiro e aproximando-se os anos do M contei-lhe como tinha sido o dia antes de ele nascer e o dia em que nasceu. Estava a contar a minha história quando se me ocorreu que as pergunta iam começar em breve. E, sure enough, começaram: Entao e quando é que eu e o Far decidimos que ele ia ser meu pai, foi quando eu nasci? Nao, o Far sempre foi teu pai porque era meu namorado. Ah, entao viviam juntos? Sim. Viviam juntos??? Nao. Mas eramos namorados. Entao quando é que foi? Foi um bocadinho antes de eu nascer para decidirem a cor dos olhos e dos cabelos e assim? Nao, tu es meu filho e do Far porque tens um bocadinho meu e eu bocadinho dele, e é assim que se decide a cor dos olhos... Um bocadinho de onde? Um bocadinho, umas celulas. Umas células que vem de onde? E eu, que ainda nao estou pronta para estas coisas, rematei com um, "Bom, M com tantas perguntas nao consigo acabar a minha história, fazes as perguntas todas no fim". E foi assim que fugi a conversa das cegonhas. Mas sei que não vou chegar aos 8.

Saturday, December 1, 2012

Acampamento

O M esta manhã a planear um suposto acampamento: "Roupa, lanterna, cartão de crédito..."

Friday, November 16, 2012

O problema de ser menina

Depois de 4 dias a brincar com o nosso amigo Nacho (a quem o M adorou) fui buscar o M a escola tendo sido recebida com a habitual pergunta, "o que e que vamos fazer hoje?". Respondi-lhe que podiamos brincar a qualquer coisa juntos, tal como ele e o Nacho tinham feito no dia anterior. "Nao, isso nao tem piada. Tu es menina!", foi a resposta.

Pois e filho, ha muitas coisas que a ama faria por ti, mas essa nao e uma delas!

Thursday, October 11, 2012

De onde vêm os bebés? Da boca?!?

No verão tive esta memorável conversa com o meu filho e a babysitter. Estavamos a falar sobre o M ser alto, e ele disse que para o ano ia ser mais alto que eu. Respondi-lhe que não, mas que certamente não faltaria muito, e que com mais meio metro já seria mais alto do que eu. Depois expliquei que quando ele nasceu media mais do que isso (54,5cm e quase 4 quilos). A babysitter disse qualquer coisa como, ena isso é mesmo grande. E eu expliquei (pela enésima vez) que ele era tão grande que me tiveram que abrir a barriga para o tirar de lá, porque ele era tão grande que tinha a cabeça presa. O M ouviu tudo isto e disse, ah, pois e se não fosse tão grande tinha saído por onde? Pela boca?

Eu fui-me embora antes de ter de responder.

Ditongos matinais

Às 7.23 da matina: Amã, o meu nome tem um ditongo não tem?

(Disclaimer: eu sou boa a linguas mas péssima a gramática. E não sei o que é um ditongo ao meio dia, mas às sete ainda menos...)

Tuesday, July 24, 2012

A ler sozinho

Na sexta feira dia 13 de Julho, e depois das perguntas da praxe (posso ver tv, e posso jogar no ipad) o M pôs-se a ler um livro sozinho. Uma data a assinalar!

É muito giro ouvi-lo a ler. Ja consegue ler em quase voz baixa, ja nao precisa de mexer a cabeça de um lado para o outro para seguir uma frase, e repete as palavras dificeis varias vezes ate conseguir le-las. Mas ainda nao poe pausas nos pontos finais, o que lhe dá um toque bastante engraçado.

(Num dos dias da semana passada quando o fui buscar a escola estava ele a let o livro para um miudo mais pequeno que escutava com atençao.)

Estou muito orgulhosa do meu pirulito!

Perguntamos ao i-pad

(No carro)

M: Amã, o Pai Natal sabe falar quantas línguas? Todas?
Eu: (depois de alguns segundos). Sim, deve saber falar todas porque recebe cartas em todas as linguas
M: Mas... em que lingua é que ele fala com os duendes?
Eu: (pausa de "e agora?"). Bom, isso não sei filho...
M: Não tem mal, quando chegarmos a casa perguntamos ao i-pad!

As perguntas ao ipad sao uma rotina la em casa. Ontem depois de termos aberto o safari (ou melhor, o sitio onde se fazem perguntas) acabamos tambem por descobrir que o ipad conhece o M (isto é, que escrevendo o nome dele no google aparecem fotografias - postas pelo pai, porque eu sou contra essas coisas). O M não está nem aí para o conceito de internet, para ele quem sabe mesmo é o ipad!

E fica aqui o registo que o pai natal sabe mesmo falar todas as linguas (embora alguns sites indiquem que ele fala 'north polish' :) levando-me assim a concluir que esta deve ser uma questao prominente para muitas crianças.

Wednesday, June 20, 2012

Melhor mãe do Mundo. Mesmo!

No carro.

M: amã, o V diz que é o melhor pai do mundo...

Eu: sabes, todos os pais acham isso. Eu também te digo que sou a melhor mãe do mundo, mas o João S. deve achar que é a mãe dele, e o João L. que é a mãe dele...

Silêncio no banco de trás. E depois,

M: mas, sabes, eu acho que tu és MESMO!